O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF). A medida também alcança o diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa.
A decisão está relacionada a relatórios de inteligência produzidos pela PF que, segundo Mendonça, teriam sido elaborados sem respaldo legal e utilizado informações consideradas não verificáveis sobre a atuação do ministro e do advogado-geral da União, Jorge Messias.
No despacho, Mendonça afirmou que foi alvo de monitoramento sistemático e ilegal por mais de 30 dias. Para o ministro, a gravidade dos fatos justifica o afastamento temporário dos dirigentes enquanto as circunstâncias da elaboração e divulgação dos documentos são apuradas.
Além dos afastamentos, o ministro determinou que a Corregedoria da Polícia Federal investigue os responsáveis pela produção dos relatórios. Também ordenou a suspensão de novos documentos de inteligência que possam atingir a atuação do Poder Judiciário ou da Advocacia-Geral da União sem os requisitos legais necessários.
A decisão deverá ser analisada pela Segunda Turma do STF. O caso ocorre em meio à crise institucional envolvendo Mendonça e o ministro Alexandre de Moraes, relacionada a apurações sobre o Banco Master e possíveis desdobramentos no âmbito do INSS.
Andrei Rodrigues assumiu a direção-geral da Polícia Federal em janeiro de 2023. Até a conclusão do julgamento e das investigações determinadas, o afastamento tem caráter preventivo.
Fonte: Agência Brasil, STF e reportagens publicadas nesta terça-feira (8).

