Federação Francesa rompe com presidente da entidade e defende mudanças na governança do futebol mundial antes da eleição de 2027
A Federação Francesa de Futebol (FFF) decidiu retirar o apoio à candidatura de Gianni Infantino a um novo mandato na presidência da FIFA. A decisão foi tomada por unanimidade pelo comitê executivo da entidade francesa nesta quinta-feira (10) e amplia a pressão internacional sobre o atual dirigente do futebol mundial.
O presidente da FFF, Philippe Diallo, afirmou que houve uma quebra de confiança na atual liderança da FIFA. A França havia apoiado anteriormente a candidatura de Infantino, mas reconsiderou sua posição diante das recentes controvérsias relacionadas à administração da entidade.
Projeto envolvendo investidores privados provocou reação
Um dos principais pontos de desgaste foi uma proposta que previa a venda de uma participação de 20% em competições administradas pela FIFA, incluindo a Copa do Mundo, para investidores privados.
O projeto encontrou forte resistência de diferentes setores do futebol internacional e acabou abandonado.
Para a Federação Francesa, a maneira como a proposta foi apresentada levantou questionamentos sobre os processos de consulta, transparência e tomada de decisões dentro da entidade que administra o futebol mundial.
A FFF considera que o encerramento do projeto não é suficiente para resolver os problemas de governança identificados durante a crise.
Movimento contra Infantino cresce na Europa
A França não está isolada na mudança de posição. Outras federações europeias também retiraram o apoio à permanência de Infantino no comando da FIFA.
A Inglaterra e a Itália estão entre as associações que já se afastaram da candidatura do dirigente. O movimento aumenta a pressão política antes da eleição presidencial da entidade.
A UEFA também vem defendendo mudanças na liderança. O debate ultrapassou a Europa, com manifestações por mudanças também envolvendo representantes do futebol asiático e da Concacaf.
Apesar da crescente oposição, Infantino ainda mantém apoios importantes. A Conmebol, responsável pelo futebol sul-americano, e a Confederação Africana de Futebol (CAF) permanecem entre as forças que sustentam sua candidatura.
França quer alternativa para presidência da FIFA
A mudança de posição francesa também abre espaço para a discussão sobre um possível adversário de Infantino.
Philippe Diallo defendeu que as críticas à atual administração sejam acompanhadas pela apresentação de propostas concretas para modificar a governança do futebol mundial.
A expectativa é que integrantes da UEFA avancem nas discussões para estabelecer uma plataforma comum e avaliar um nome capaz de disputar a presidência da FIFA.
A Federação Francesa defende mudanças que ampliem a transparência e fortaleçam os mecanismos institucionais de tomada de decisão dentro da entidade.
Infantino confirma candidatura
Mesmo diante da pressão, Gianni Infantino mantém a intenção de disputar novamente o comando da FIFA.
O dirigente está à frente da entidade desde 2016 e foi reconduzido ao cargo nas eleições de 2019 e 2023.
A eleição que definirá o próximo presidente está marcada para 18 de março de 2027, em Rabat, no Marrocos.
O calendário eleitoral também estabelece 18 de novembro de 2026 como prazo final para apresentação das candidaturas.
Com a retirada do apoio francês e o avanço da oposição entre federações europeias, os próximos meses serão decisivos para saber se Infantino enfrentará uma candidatura competitiva na disputa pelo controle da maior entidade do futebol mundial.
Fonte: Agência Brasil, com informações da Reuters e acompanhamento do cenário internacional do futebol.

