Ação coordenada pela Polícia Federal mobilizou 20 bases das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado em 19 estados
Uma megaoperação coordenada pela Polícia Federal cumpriu 106 mandados de prisão e bloqueou mais de R$ 508 milhões em bens e valores atribuídos a integrantes de organizações criminosas investigadas no país.
A ação mobilizou 20 bases das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos) em 19 estados, reunindo forças federais e estaduais. Também foram cumpridos 173 mandados de busca e apreensão.
As medidas foram autorizadas pela Justiça no âmbito de investigações que buscam enfraquecer a estrutura financeira de grupos criminosos, além de reunir elementos para esclarecer a atuação dos suspeitos.
Bloqueio financeiro mira estrutura de grupos criminosos
O bloqueio de bens e valores é uma das principais frentes da ofensiva. A medida tem como objetivo impedir a movimentação de recursos que, segundo as investigações, possam estar ligados a atividades criminosas.
Além de atingir eventuais valores disponíveis em contas, decisões judiciais desse tipo podem alcançar patrimônios e ativos vinculados aos investigados, conforme a apuração de cada caso.
A estratégia busca reduzir a capacidade financeira de organizações criminosas e dificultar a manutenção de suas estruturas de atuação.
Operação reúne forças de segurança em 19 estados
A mobilização nacional contou com as Ficcos, estruturas que integram Polícia Federal, polícias civis, polícias militares, polícias penais e outros órgãos de segurança, conforme a composição de cada unidade federativa.
A atuação conjunta permite compartilhar informações, cumprir medidas judiciais em diferentes regiões e ampliar o alcance de investigações contra crimes organizados.
As diligências incluem buscas em endereços ligados aos investigados e o cumprimento de ordens de prisão emitidas pela Justiça.
Investigações continuam
A Polícia Federal seguirá com a análise dos materiais e dados obtidos durante a operação. Os investigados têm direito ao contraditório e à ampla defesa, e eventuais responsabilidades individuais dependerão do avanço das apurações e das decisões judiciais.
A operação integra ações de enfrentamento ao crime organizado e de combate à circulação de recursos suspeitos no país. CartaCapital

