Petrobras encontra petróleo em área estratégica da costa do AmapáPetrobras encontra petróleo em área estratégica da costa do AmapáPetrobras encontra petróleo em área estratégica da costa do Amapá

Novo intervalo com óleo foi encontrado no poço Morpho, em águas ultraprofundas da costa do Amapá; Petrobras seguirá avaliando o potencial da Bacia da Foz do Amazonas

A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (2) uma segunda descoberta de petróleo no poço Morpho, localizado na Margem Equatorial brasileira, em águas ultraprofundas da costa do Amapá.

O poço, oficialmente identificado como 1-BRSA-1405-APS, está localizado no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas, a aproximadamente 175 quilômetros da costa amapaense.

A operação ocorre em uma lâmina d’água de 2.886 metros, distância entre a superfície do mar e o leito marinho.

A primeira descoberta no mesmo poço havia sido anunciada pela Petrobras em agosto de 2026. Após o resultado inicial, a companhia decidiu prosseguir com a perfuração para investigar intervalos exploratórios mais profundos.

Foi justamente durante essa nova etapa que outro intervalo contendo petróleo foi identificado.

Petrobras encontra petróleo em camada mais profunda

De acordo com a companhia, a nova descoberta foi identificada por meio de perfis elétricos, indícios encontrados nas rochas e amostras de fluidos coletadas durante a operação.

O material encontrado agora ainda será submetido a análises laboratoriais.

Já em relação à descoberta anunciada em agosto, os estudos realizados pela Petrobras confirmaram que o petróleo encontrado apresenta boa qualidade.

A companhia continuará avaliando as formações identificadas antes de determinar com maior precisão as características e o potencial dos recursos existentes na região.

Descoberta amplia conhecimento sobre a Foz do Amazonas

A segunda ocorrência reforça a importância exploratória atribuída pela Petrobras à Bacia da Foz do Amazonas.

Segundo a estatal, as informações obtidas no poço Morpho serão incorporadas aos estudos utilizados para compreender os sistemas petrolíferos da região e avaliar seu potencial de recursos.

A descoberta, portanto, ainda não significa que exista uma reserva comercialmente viável nem que haverá produção de petróleo no local.

A fase atual é exploratória e os dados coletados ainda precisam passar por avaliações técnicas.

Margem Equatorial é considerada nova fronteira petrolífera

A Margem Equatorial brasileira se estende pelo litoral norte e nordeste do país e é considerada uma das principais novas fronteiras para exploração de petróleo e gás no Brasil.

O interesse pela região também é influenciado pelas grandes descobertas realizadas nos últimos anos em áreas marítimas da Guiana e do Suriname.

A Bacia da Foz do Amazonas é uma das áreas que integram essa extensa faixa geológica.

Estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estima que o volume potencial total recuperável da Bacia da Foz do Amazonas possa chegar a 10 bilhões de barris de óleo equivalente, medida que reúne petróleo e gás natural.

Essa estimativa representa potencial geológico e não equivale a reservas já comprovadas ou disponíveis para produção.

Petrobras busca recompor reservas

A exploração da Margem Equatorial faz parte da estratégia de longo prazo da Petrobras para buscar novas reservas de petróleo e gás.

A companhia argumenta que novas descobertas são necessárias para recompor as reservas brasileiras e atender à demanda energética durante as próximas décadas.

O tema ganhou importância diante da expectativa de que, sem novas descobertas, as reservas atualmente conhecidas do pré-sal possam iniciar trajetória de declínio na próxima década.

Exploração também gera debate ambiental

A exploração de petróleo na região é acompanhada por um debate ambiental envolvendo governo, Petrobras, pesquisadores e organizações ambientais.

A autorização para perfuração do bloco FZA-M-59 foi concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em outubro de 2025.

A Petrobras sustenta que as atividades são conduzidas com segurança e respeito às exigências ambientais.

Organizações ambientalistas, por outro lado, manifestam preocupações relacionadas aos possíveis impactos da expansão da atividade petrolífera na região amazônica.

A Petrobras destaca ainda que o poço Morpho está distante da desembocadura propriamente dita do Rio Amazonas.

Novas análises definirão potencial

Com a segunda descoberta, a companhia seguirá com os trabalhos técnicos no poço.

As amostras coletadas passarão por análises laboratoriais e serão integradas aos demais dados obtidos durante a perfuração.

Somente depois dessa etapa será possível avançar na avaliação do potencial dos recursos encontrados.

Por enquanto, o novo resultado amplia as informações geológicas disponíveis sobre uma das áreas consideradas estratégicas para o futuro da exploração de petróleo e gás no Brasil.

Fontes: Agência Brasil e Petrobras.

By Redator

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